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Ailton Krenak (MG)

Ailton Krenak é um líder indígena brasileiro, ambientalista e escritor. É considerado uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro, possuindo reconhecimento internacional. Pertence à etnia indígena Krenak. Nasceu em 1953, no estado de Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce.

Alberto Alvares (RJ)

Cineasta indígena da etnia Guarani Nhãndewa, Mato Grosso do Sul, é também ator, professor e tradutor de Guarani. Mora no Rio de Janeiro desde 2010, período em que começa a se dedicar ao audiovisual como realizador e formador. Vem realizando seus projetos a partir do Laboratório do Filme Etnográfico – UFF, do Museu do Índio/FUNAI e do Observatório da Educação Escolar Indígena – FAE/ UFMG, instituição em que está se graduando em Licenciatura Intercultural para Educadores Indígenas. Sua imersão no universo do documentário em torno das questões indígenas resultou na realização dos filmes “Tekowe Nhenpyrun – A Origem da Alma”, “Ywy Jahe’o – O choro da Terra”, “Tape Ypy E’y – Caminhos do Tempo”, “Karai ha’egui Kunha Karai Ete- Os Verdadeiros Líderes Espirituais”, “Arandu Nhembo’e- Em Busca do Saber”, “A Procura de Aratu”, “Um Pé na Aldeia e Outro no Mundo”, “Nhema’en Tenondere- Além do Olhar”, “Yvi Nhe’en Vozes da Terra”. O filme “Os Guardiões da Memória” está em andamento, além de outros projetos em fase de desenvolvimento. Foi professor de audiovisual na formação de cineastas indígenas em Biguaçu, Santa Catarina (2013); em Paranhos, Mato Grosso do Sul (2014) e no Projeto da Série de TV “Amanajé, o mensageiro do futuro” (2016).

Alexandre Pankararu (PE)

Comunicador, cineasta, editor, oficineiro de Audiovisual Pertencente ànação Pankararu, é assessor de comunicação da APOINME (Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo). Formador Audiovisual no projeto intitulado “Vidas Paralelas Indígena” pela UNB –Universidade de Brasília (de 2012 a 2014). Realizou a codireção, câmera e edição do curta “O rio tem dono” T.I Pankararu – PE (2012). Comunicador das Etapas Local e Regional do Baixo São Francisco, Nordeste I e Bahia Sul, da Conferência Nacional de Politicas Indigenista (2015). Vídeo Maker do curso de formação em Política Nacional de Gestão Territorial indígena, Nordeste Minas Gerais e Espírito Santo, realizado pelo PNUD, GATI, Funai e MMA (2014 a 2015). Codireção, Câmera e Edição do curta “Terra Nua”, em 2014. Palestrante da Bienal de Cinema Indígena de São Paulo –Aldeia SP, com o curta “Terra Nua”. Codireção e edição do curta “Mãos de Barros” T.I Pankararu –PE (2016). Assessor de comunicação da câmara de vereadores de Jatobá – PE (2017).

Ana Carvalho (PE)

Ana Carvalho é realizadora, fotógrafa e pesquisadora. Integra a equipe do Vídeo nas Aldeias, onde trabalha na coordenação e desenvolvimento de projetos, na realização de filmes e nas oficinas de formação audiovisual junto a povos indígenas em todo o país.

Anapuaka Tupinambá (RJ)

É indígena da etnia Tupinambá e Pataxó Hã-hã-hãe, um dos fundadores da Yandê e coordenador da rádio. Coordenador e idealizador da Web Brasil Indígena. Membro e idealizador da Rede de Cultura Digital Indígena. Articulador de Políticas Públicas para População Indígena. Formado em Gestão em Marketing, possui experiência em várias mídias e um vasto currículo na área de Comunicação e meios digitais.

Arlete Juruna (PA)

Maria Arlete Felix Juruna, Arlete, vive na aldeia Pakisamba, Terra Indígena Paquiçamba, Pará, na região da Volta Grande do Xingu, impactada pela UHE Belo Monte. É filha de Manuel Juruna, uma das lideranças Juruna, povo também conhecido como Yudjá, “donos do rio”. Arlete vem realizando filmes desde que se iniciaram as oficinas de vídeo na aldeia, completando a formação como realizadora através do Vídeo nas Aldeias. Arlete, com 39 anos, é mãe de 4 filhos, artesã e agente indígena de saúde (AIS).

Edgar Correa Kanaykõ (MG)

Mestrando em Antropologia na UFMG. Atua como pesquisador indígena no programa Saberes Indígenas na Escola do MEC. Dirigiu “História e modos de caçar Xakriabá”e codirigiu o filme “Dure Nãt Sãro – Manter Aceso”.

Genito Gomes (MS)

Liderança da Tekoha Guaiviry (MS) e um dos realizadores dos filmes “Ava Marangatu” e “Ava Yvy Vera – A Terra do Povo do Raio”.

Giliarde Juruna (PA)

Liderança indígena da Aldeia Muratu, na T.I. Paquiçamba.

Glicéria Tupinambá (BA)

Glicéria Tupinambá nasceu e sempre viveu na Aldeia Serra do Padeiro, Terra Indígena Tupinambá de Olivença. Em 2010, após uma audiência com o presidente Lula, em que denunciou ações violentas da Polícia Federal contra seu povo, foi presa, junto a seu bebê de colo – ambos permaneceram dois meses encarcerados. Glicéria tem tido intensa participação na vida política dos Tupinambá. Foi representante de seu povo na Associação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), membro da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI) e, durante quatro anos, presidenta da Associação dos Índios Tupinambás da Serra do Padeiro (AITSP). Atualmente, é professora no Colégio Estadual Indígena Tupinambá Serra do Padeiro (CEITSP).

Graciela Guarani (MS)

Comunicadora, cineasta e fotógrafa. Oficineira de Audiovisual pertencente à Nação Guarani, é autora juntamente com outros jovens de dois livros de fotografia intitulados Nossos Olhares e Olhares sobre o futuro realizado nas Aldeias Jaguapiru e Bororó de Dourados – MS (2004/2005) – AJI. Formadora Audiovisual no projeto “Vidas Paralelas Indígenas” pela UNB – Universidade de Brasília 2012. Diretora dos curtas “Terra Nua” (2014) e “Mãos de Barros” (2016). Assistente de fotografia na série de tv “Amanajé – O mensageiro do futuro”; cinegrafista no documentário produzido pela produtora inglesa Needs Must Films.

Kamikia Kisedje (MT)

Kamikia Kisedje é um realizador do povo Kisedje na Terra Indígena Wawi/leste Xingu-MT. Kamikia aprendeu um pouco a operar os equipamentos da rádio e noções de locução. Em 2003, comprou equipamentos: computador, mesa de som, microfone e software de edição de áudio e digitalizador de K7 e vinis e trabalhou com áudio. Em 2005, durante oficina de leitura e produção de textos, foi elaborado o primeiro programa de rádio Xingu fm. É um dos cineastas indígenas do Vídeo nas Aldeias e diretor dos filmes.

Kefas Matos dos Santos (BA)

Kefas Matos, natural de Belmonte, Bahia, é indígena Pataxó, estudante e pesquisador da sua cultura. Cria seus projetos audiovisuais baseado em fatos ocorrido dentro de sua Aldeia, com objetivos de registrar memórias e histórias do seu povo Pataxó. Seu anseio é desenvolver grandes projetos na área audiovisual.

Isael Maxakali (MG)

Isael Maxakali é membro do coletivo audiovisual Pajé Filmes, desde sua fundação em 2008 e atua como professor Indígena na Escola Estadual Isabel Silva, na Aldeia Verde (Reserva Maxakali), em Ladainha/MG. Com uma vasta filmografia, o cineasta indígena dirigiu os filmes “Tatakox” (2007); “Xokxop pet” (2009); “Yiax Kaax – Fim do Resguardo” (2010); “Xupapoynãg” (2011); “Kotkuphi” (2011); “Yãmîy” (2011); “Mîmãnãm” (2011); “Dia do índio na Aldeia Verde” (2014); “Quando os yãmîy vêm cantar conosco” (2012); “Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali” (2016).

Marrayuri Kuikuro (MT)

Marrayuri Kuikuro (MT) mora na Aldeia Ipatse, no Alto Xingu (MT), e faz parte do Coletivo Kuikuro de Cinema. Colaborou na realização dos filmes “Língua de Peixe”, “Nguné Elü – O dia em que a lua menstruou” e estreia com “Política e Tradição”no Cine Kurumin”

Olinda Muniz (BA)

Documentarista, formada em Jornalismo em 2015. Já atuava desde 2005 comogeradora de conteúdo escrito para o projeto da ONG THYDÊWÁ. Fez seu primeiro documentário independente em 2015, “Retomar para existir”. Escreve e edita para o blog Pau Brasil Notícias, atualmente trabalha para o filme “Uma mulher, uma aldeia”, da produtora INSPIRAR- ideias e ideias.

Patrícia Ferreira Keretxu (RS)

Nascida em 1985 na aldeia Tamanduá em Missiones na Argentina, com 17 anos (2002) mudou-se para a aldeia Koenju, em São Miguel das Missões/ RS, onde é professora. É a cineasta mulher mais atuante nos quadros do Vídeo nas Aldeias.

Sueli Maxakali (MG)

Presidente da Associação Maxakali de Aldeia Verde, fotógrafa. Faz fotografia still e assistência de direção nos filmes de Isael Maxakali.

Takumã Kuikuro (MT)

Takumã Kuikuro é cineasta com formação pelo projeto Vídeo nas Aldeias e pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Codirigiu diversos filmes curta-metragem, entre eles os premiados “Nguné Elü: O Dia em que a Lua Menstruou” (2004, 28′) e “Imbé Gikegü: Cheiro de Pequi” (2006, 36′). Dirigiu com Carlos Fausto e Leonardo Sette o longa-metragem “As Hiper-Mulheres” (2011, 80′), que recebeu inúmeros prêmios em festivais nacionais (entre eles o Festival de Gramado e o de Brasília) e internacionais. Como coordenador do Coletivo Kuikuro de Cinema, Takumã vem também sededicando à formação de novos cineastas indígenas no Xingu, tendo coordenado a produção de vários curta-metragens de oficinas, dentre eles “Língua de Peixe”e “Ladrão de Armadilhas”. Com seu irmão Mahajugi, dirigiu ainda “Kagaiha Atipügü”. Também é diretor de “Karioka”e “ETE LONDRES”, Londres como uma aldeia, organizado pela People’s Palace Projects.

Valdelice Veron (MS)

Valdelice Veron Kaiowá faz parte do Grande Conselho Aty Guasu Guarani e Kaiowá e do Conselho Continental da Nação Guarani. Potente porta-voz da luta e do luto nos quais seu Povo vive e resiste, denuncia o genocídio indígena em marcha no Mato Grosso do Sul. É filha do cacique Marcos Veron, executado na retomada do Tekoha Takuara em 2003. Ameaçada por herdar a luta do pai, é uma das lideranças Guarani Kaiowá cadastrada no programa federal de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos. Protagonista-narradora do documentário “Índio Cidadão?” (DF, 2014, 52′). Estreia como roteirista e diretora no filme “TEKOHA – som da terra” (DF/MS, 2017, 20′).

Vincent Carelli (PE)

Cineasta e indigenista, Vincent Carelli fundou, em 1986, o Vídeo nas Aldeias, projeto que apoia as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais por meio de recursos audiovisuais. Desde então, produziu uma série de 16 documentários sobre os métodos e resultados deste trabalho, que têm sido exibidos por televisões públicas em todo o mundo. “A Arca dos Zo’é” (1993), um de seus primeiros filmes, foi premiado em diversos festivais, entre eles o 16º Tokyo Video Festival e o Cinéma du Réel. Em 2009, Carelli lança “Corumbiara”, grande vencedor do 37º Festival de Gramado, sobre o massacre de índios isolados em Rondônia, primeiro filme de uma trilogia em desenvolvimento, que traz seu testemunho de casos emblemáticos vividos em 40 anos de indigenismo no Brasil. “Martírio” (2016) é o segundo filme desta série que se encerra com a realização do longa-metragem “Adeus Capitão”, trabalho em fase de desenvolvimento.

Werá Alexandre (MS)

Werá Alexandre tem 22 anos e é Guarani Mbya. Mora na aldeia Itaoca, Mongaguá-SP e trabalha na Organização Comissão Guarani YvyRupa-CGY, como cineasta e coordenador da comunicação. Começou a trabalhar com cinema em 2009 na aldeia Ko’enju- RS.